Estudo revela ligação entre alimentação complementar precoce e obesidade nas crianças

criança comendo, representando alimentação complementar precoce e obesidade nas crianças

Estudo revela ligação entre alimentação complementar precoce e obesidade nas crianças

Já escrevi outro texto no blog explicando que muitas coisas podem influenciar na obesidade da criança: desde o pré-natal – devido ao tipo de alimentação que a mãe ingere (quando ela tem um má alimentação, a criança está predisposta a se alimentar mal também e se tornar uma criança obesa); ao ganho de peso no pré-natal, que pode influenciar no peso da criança; ao hábito alimentar da família também pode levar a criança à obesidade; e à diminuição ou não prática de atividade física, entre outros.

criança comendo representando o texto sobre obesidade alimentação complementar precoceMas, agora, temos novidades na área. Um estudo norte-americano publicado em dezembro de 2019 concluiu que o início da alimentação complementar também pode interferir na obesidade.

O estudo comparou crianças com três tipos diferentes de introduções alimentares:

  • A primeira antes dos 4 meses;
  • A segunda entre os 4 e 6 meses;
  • E a terceira após os 6 meses de idade.

Aquelas crianças que tiveram uma introdução alimentar mais precoce apresentaram as medidas de adiposidade maiores tanto na infância quanto na adolescência.

Introdução precoce de suco e cereais também influencia

Entre os diferentes tipos de comida e grupo de comidas contidos na alimentação complementar, estavam: cereais infantis, pão, arroz, frutas, vegetais, carne, frango e/ou peru, manteiga de amendoim, ovos, peixe, leite de vaca, iogurtes, queijos (e outros derivados de leite) e suco de frutas.

Estudos anteriores haviam mostrado inconsistência na comprovação, mas este conseguiu reunir um número considerável de indivíduos para amostras e acompanhou as crianças desde a infância até o começo da adolescência delas.

Ainda, de acordo com o estudo, as crianças que tiveram introdução de suco e cereais infantis também tiveram mais chances de serem obesas na infância e na adolescência.

A obesidade infantil tem cada vez mais preocupado médicos e pais em todo o mundo. E a questão sobre alimentação complementar tem sido bastante discutida, lembrando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a alimentação complementar seja iniciada após o sexto mês de vida da criança.

Nesse momento, é preciso entrar com uma alimentação equilibrada, sem introdução de produtos industrializados até pelo menos os 2 anos da criança.

Não mude o cardápio de seu filho, nem permita a ingestão de novos itens sem conversar com o pediatra. A criança obesa tem chances muito maiores de se tornar um adulto obeso, e ter sua saúde prejudicada por isso. Questões como pressão alta e diabetes são facilitadas pelo sobrepeso. Busque qualidade de vida e saúde para as suas crianças!

Dr. Daniel Servigia Domingos (CRM 139.044), pediatra geral e endócrino pediatra

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