HPV: entenda o que é a doença e como tratá-la

HPV: entenda o que é a doença e como tratá-la

 

Além do risco de câncer de colo uterino, pênis e ânus, o HPV causa lesões de baixo grau e as verrugas anogenitais.

 

Atualmente, conhecemos cerca de 200 subtipos de HPV, sendo que 40% deles acometem o trato anogenital. Os subtipos 6 e 11 são não cancerígenos e costumam estar presentes em 90% dos diagnósticos de verrugas anogenitais.

 

Transmissão

Um dos principais meios de transmissão da doença é pela relação sexual desprotegida, o que inclui contato orogenital, genital-genital ou manual-genital. Também existem relatos de que o HPV pode ser transmitido por meio do compartilhamento de materiais íntimos, como lâminas para depilação. Além disso, durante o parto, a mãe pode transmitir a doença para o bebê.

 

Período de incubação

Varia bastante, pois o HPV pode ficar em estado latente, como se estivesse ‘dormindo’, sem causar sinais ou sintomas por até 20 anos. Mas, em média, as verrugas podem surgir de 2 a 8 semanas após o contato.

 

Sintomas

Atualmente, cerca de 70 a 80% da população sexualmente ativa entrou em contato com o vírus. Mas a maioria não apresenta sintomas ou tem manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu), e podem eliminar o vírus do organismo em até 2 anos.

 

No entanto, quedas de imunidade ou resistência do organismo podem desencadear a multiplicação do vírus e apresentar lesões, que surgem, na maioria das vezes, como verrugas, denominadas condilomas acuminados – popularmente chamadas de ‘cristas de galo’. Podem aparecer em quantidade, tamanho e distribuição diferentes pela região anogenital. Não é incomum provocarem coceira no local.

 

Diagnóstico

Geralmente, o HPV é diagnosticado pelo próprio exame clínico ginecológico. Em casos de dúvidas com outros tipos de verrugas, é realizada a biópsia para confirmação histológica. É importante aproveitar esse momento de acompanhamento do HPV e pesquisar outras possíveis infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

 

Prevenção

– Evitar relações sexuais com múltiplos parceiros ou parceiras;

– Usar preservativo;

– Manter em dia a vacinação quadrivalente, que inclui os subtipos 6, 11, 16 e 18.

 

Tratamento

Não existe tratamento definitivo para eliminar o HPV; o combate ao vírus depende da imunidade do paciente.

 

Logo, o objetivo do tratamento consiste na destruição da lesão; dessa forma, acabamos estimulando as células de defesa para cicatrização da região tratada, que consequentemente auxiliarão na eliminação do vírus – além de diminuir o risco de progressão e de transmissão.

 

O tratamento deve ser individualizado e algumas opções existentes são:

– Cauterização: – Química

– Crioterapia

– Elétrica / eletromagnética

– Laserterapia

– Cirúrgico

– Imunomoduladores

 

No Centro Alliance de Medicina oferecemos diferentes opções de tratamento. A nossa ginecologista, Dra. Liliane Santo, está à disposição para mais esclarecimentos sobre o HPV – agende sua consulta em nosso WhatsApp.

Dra. Liliane Miyuki Sato (CRM 139085), ginecologista e obstetra do Centro Alliance de Medicina

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