21 dez HPV
Aproveitando a campanha promovida pela Febrasgo em conjunto com a Organização Mundial de Saúde (OMS), de erradicação do câncer do colo uterino no Brasil nos próximos 10 anos, vamos falar um pouco sobre o HPV.
HPV, ou papilomavirus humano, é um vírus capaz de infectar pele e mucosas. Sua infecção é considerada uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível). Atualmente são conhecidos mais de 150 subtipos de HPV, sendo importante diferenciá-los em vírus de baixo ou alto risco para o desenvolvimento de câncer.
Essa infecção pode manifestar sintomas clínicos; entre eles, a formação de lesões condilomatosas / verrucosas, semelhantes à crista de galo, em diversas localizações: região vulvar, anal, pênis, vagina, colo – geralmente, associados a vírus de baixo risco.
Mas pode também se apresentar de forma subclínica, sem lesões visíveis a olho nu, tornando mais fácil a transmissão, inclusive de vírus de alto risco.
Hoje em dia, cerca de 80% da população sexualmente ativa já teve contato com algum subtipo do vírus.
E vale ressaltar que não é apenas na relação sexual com penetração. Aconselho inclusive paciente com relações homoafetivas a realizar acompanhamento de rotina. A relação digital, compartilhamento de instrumentos e até o sexo oral pode transmitir o vírus.
Qual a importância dessa IST?
A possibilidade de câncer de colo uterino, ânus, pênis. Mas nesse texto daremos mais importância ao câncer do colo uterino. Uma doença que pode ser prevenida, é curável e tem potencial de ser erradicada do Brasil e do mundo.
De acordo com a OMS, a maioria das mortes acontece nos países com baixo índice de desenvolvimento, como o Brasil, onde o câncer de colo uterino ocupa o terceiro lugar entre as neoplasias malignas nas mulheres, com 15,43 casos por 100.000 mulheres ao ano, e o quarto em mortalidade.
Quais são as armas para combate ao câncer de colo uterino?
PREVENÇÃO
Além do uso de preservativos, é muito importante conscientizar a população sobre a vacinação. Vacinar-se contra o HPV é a medida mais eficaz para se prevenir contra a infecção. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada, em duas doses, para:
– Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos;
– Pessoas que vivem com HIV e pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos.
Na faixa etária acima dos 15 anos, a vacina é disponibilizada em centros de vacinação particular e são necessárias três doses. Estudos com a vacina já evidenciam que pacientes já expostas ao HPV também apresentam benefícios.
Ressalta-se, porém, que a vacina não é um tratamento e não apresenta eficácia contra infecções ou lesões por HPV já existentes. A vacina não previne infecções por todos os tipos de HPV, mas é focada para os tipos mais frequentes: 6, 11, 16 e 18 – sendo esses dois últimos responsáveis por cerca de 80% dos cânceres de colo uterino.
DIAGNÓSTICO PRECOCE
Atualmente utilizamos o Papanicolau ou Citologia Oncotica Cérvico vaginal como exame preventivo. Ele é capaz de detectar alterações celulares e/ou lesões pré-malignas causadas pelo HPV, indicando a realização de colposcopia com biópsia para confirmação.
Mas se discute a inclusão de exame de rastreamento mais efetivo, através do teste do HPV para identificação do vírus 16 e 18 (alto risco).
TRATAMENTO PRECOCE
Objetivo é que se consiga tratar precocemente pacientes com lesões precursoras e invasivas.
Importante manter um acompanhamento pós-tratamento adequado, pois existe risco de recidiva de lesões.
Tem dúvidas sobre diagnóstico, prevenção, tratamento e acompanhamento? Agende uma consulta com nossa ginecologista, Dra Liliane Sato, pelo nosso WhatsApp: (11) 96917-9187.

Dra. Liliane Miyuki Sato (CRM 139085), ginecologista e obstetra do Centro Alliance de Medicina
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