Trombose: saiba tudo sobre a doença

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Trombose: saiba tudo sobre a doença

Ouve-se falar muito sobre trombose e os riscos que ela apresenta; entretanto, a condição gera ainda dúvidas diversas que surgem no dia a dia do consultório, principalmente sobre como evitar e prevenir a doença.

É comum, também, vermos reportagens e textos que abordam o assunto dizendo que, por exemplo, é importante caminhar após uma cirurgia para diminuir os riscos de trombose venosa profunda (TVP). Por isso, decidi desmistificar um pouco o tema e abordar algumas das dúvidas que as pessoas mais me trazem.

Primeiro, vamos entender essa doença: dentro de veias do sistema venoso profundo, se formam trombos ou coágulos que podem causar obstrução parcial ou oclusão desses vasos sanguíneos. Os casos mais comuns ocorrem nos membros inferiores. E o que essa trombose pode causar? Muitas complicações, sendo as principais:

  • Embolia pulmonar (EP), a principal e mais temida complicação. A EP é quando um coágulo que se forma no interior das veias, principalmente nas pernas, se desprende e acaba indo parar em uma artéria pulmonar, podendo causar infarto pulmonar e outros problemas cardíacos e até levar o indivíduo ao óbito. A EP é a causa da morte de 5% a 15% de indivíduos não tratados da TVP, ou seja, ela apresenta um alto índice de mortalidade – portanto, a atenção precisa ser dobrada;
  • Síndrome pós-trombótica (caracterizada por edema e/ou dor em membros inferiores, mudança na pigmentação, ulcerações na pele);
  • Insuficiência venosa crônica (já bastante conhecidas, as varizes dos membros inferiores são parte desse problema).

Os fatores de risco são: idade avançada, câncer, imobilização, uso de estrogênio, gravidez e distúrbios da coagulação – hereditários ou adquiridos e procedimentos cirúrgicos. Por isso, temos visto tanto na mídia a importância de caminhar depois de cirurgias, já que é comum o repouso contínuo após tais procedimentos, o que acaba afetando e prejudicando a circulação. Quanto mais avançada a idade, maior a probabilidade e risco de trombose.

 

Diagnóstico clínico

Mas como diagnosticar? O indivíduo pode ter um quadro clínico de dor, edema (inchaço) e empastamento muscular.

tromboseCaso apresente esse quadro, deverá procurar um médico. A avaliação clínica é de suma importância, mas o diagnóstico apenas clínico pode falhar em 50% das vezes. Por isso, os exames para diagnosticar a trombose venosa profunda se fazem bastante necessários. O principal exame para o diagnóstico é o ultrassom doppler venoso.

Quando diagnosticada, a trombose venosa profunda aguda deve ser tratada por meio de medicações (uso de anticoagulantes) e, em casos específicos, o trombo pode ser dissolvido pelo tratamento endovascular. Deve ser feito um acompanhamento médico após o tratamento para evitar complicações futuras, como a síndrome pós-trombótica.

Lembre-se de que manter o acompanhamento médico garante diagnósticos precoces, facilitando tratamentos e recuperação. Acho imprescindível seguir as recomendações e diretrizes propostas pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), entidade sem fins lucrativos que estimula a produção científica na área. Dessa forma, conseguimos assegurar a saúde do paciente com assertividade e confiabilidade!

 

Dr. Luiz Henrique D. G. Sousa, cirurgião Vascular e Endovascular – CRM 139094

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