29 out Psoríase: pacientes enfrentam a doença e o preconceito
É isso mesmo que você leu: além de enfrentar a psoríase, pacientes com a doença sofrem, muitas vezes, também com o preconceito. A doença de pele é relativamente comum, mas muitos nunca ouviram falar sobre ela e acabam fazendo comentários preconceituosos ou, até mesmo, isolando aqueles com a condição. Por isso, falar sobre o assunto é tão importante. Somente o conhecimento é capaz de combater o preconceito.
Entendendo a doença
A psoríase é uma doença de pele inflamatória, crônica e não contagiosa. Ela é multigênica (diversos genes envolvidos) e funciona de forma cíclica, ou seja, seus sintomas aparecem, desaparecem e reaparecem periodicamente. A incidência genética da doença se dá em cerca de 30% dos casos, surgindo, principalmente, antes dos 30 e após os 50 anos. Entretanto, estima-se que em 15% dos casos ela apareça ainda na infância.
Seus principais sintomas são lesões avermelhadas e descamativas (formando lesões em placas) que aparecem, geralmente, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Em alguns casos, pode aparecer também na face e até acometer todo o corpo, dependendo do tipo de psoríase desenvolvida.
Não se sabe exatamente como ela surge, mas seu aparecimento pode estar relacionado ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O desgaste emocional, na medida do possível, deve ser evitado para que crises não ocorram com maior frequência.
Tipos de psoríase
- Vulgar – suas lesões surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos; com tamanhos que variam e, geralmente, são avermelhadas e delimitadas, com escamas secas e aderentes; sua coloração pode ser prateada ou acinzentada;
- Ungueal – manchas amareladas ou depressões profundas que surgem, principalmente, nas unhas das mãos; frequentemente confundidas como micoses das unhas;
- Palmo-plantar – fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés;
- Eritrodérmica – lesões que acometem 75% do corpo ou mais;
- Invertida – as lesões surgem nas áreas de dobras e são mais úmidas;
- Artropática – dor nas pontas dos dedos das mãos pés ou articulações, como joelho;
- Postulosa – lesões com pus, podendo ser espalhadas pelo corpo ou localizadas;
- Gutata – lesões pequenas, em forma de gotas, que aparecem no tronco, braços e coxas; esse tipo de psoríase está associados a processos infecciosos e, geralmente ocorre em crianças e jovens adultos.
Apesar de requerer uma hidratação constante, apenas cremes e xampus não resolvem o problema. É preciso consultar um dermatologista para identificar o tratamento adequado para que a qualidade de vida do paciente seja a melhor possível.

Dra. Anaísa Raddo (CRM 162773),
dermatologista do Centro Alliance de Medicina
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