03 mar Pano branco: fuja de soluções milagrosas
Se você buscar na internet por “pano branco”, provavelmente encontrará diversas receitas caseiras com bicarbonato de sódio, chá e ervas, e muitas outras tentativas milagrosas para tratar a famosa “micose de praia”. Porém, atenção: o ideal é procurar um dermatologista para que se faça um diagnóstico adequado das manchas e indique o melhor tratamento para cada caso.
O pano branco é o nome popular da pitiríase versicolor, uma doença de pele bastante comum. A pitiríase versicolor é um quadro bastante benigno, por ser uma infecção fúngica superficial, causando basicamente um incomodo estético. Tratam-se de manchas brancas geralmente arredondadas, com descamação fina da pele, causadas por fungos do gênero Malassezia furfur. Esse fungo já existe normalmente na pele – quase 90% da população tem, pois ele faz parte de sua flora colonizadora. Por isso, não é contagioso. Em algumas situações, o fungo se multiplica além do que o considerado normal e causa as lesões de pele.
Alguns pacientes queixam-se de coceira local. O calor e a umidade favorecem o aparecimento de manchas – por isso, cuidado ainda neste restante de verão, nas praias e clubes – e as áreas mais afetadas são, geralmente, costas, ombro e rosto. Pessoas mais jovens, com maior produção de oleosidade, são mais afetadas. Além disso, o suor também pode incentivar o aparecimento do fungo.
Buscando tratamento
O primeiro passo quando se nota algo diferente na pele é, sempre, buscar o auxílio de um profissional. Somente um bom dermatologista pode detectar qual é a doença: existem muitas doenças de pele que se manifestam de formas muitos semelhantes, com diferenças sutis; dessa forma, o tratamento por conta própria pode não ser adequado e retardar o diagnóstico de outra doença que requeira tratamento específico. É necessário o diagnóstico correto.
No caso da pitiríase versicolor, o tratamento varia com a extensão e localização das lesões, desde medicações de uso tópico (cremes, loções e shampoos), até medicações via oral.
Ou seja, não é uma doença perigosa, mas nem por isso deve ser ignorada ou apenas confiado o seu tratamento a chás e receitas caseiras.
É possível evitar?
Sim!
- Mantenha sempre a pele limpa e seca, tentando evitar ao máximo o excesso de oleosidade;
- Lave o rosto duas vezes ao dia, com sabonetes específicos para seu tipo de pele. Use roupas mais leves, principalmente no verão, e dê preferência a tecidos não sintéticos;
- Se for tomar sol, faça-o sempre antes das 10h da manhã ou após as 16h.
Cuidar da saúde de sua pele é cuidar de você!

Dra. Anaísa Raddo (CRM 162773),
dermatologista do Centro Alliance de Medicina
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