Mulheres na medicina

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Mulheres na medicina

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No último domingo, comemoramos o Dia Internacional da Mulher e, por que não falar sobre as mulheres que impulsionam nossa medicina e ciência? Para começar, quero citar a importância de duas pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP) para a pandemia que vem assustando pessoas ao redor do mundo: o coronavírus.

mulheres na medicina

(Fonte: USP / Divulgação)

Enquanto o resto mundo estava levando cerca de 15 dias para sequenciar o genoma do coronavírus, no Brasil, Ester Sabino, do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP, e Jaqueline Goes de Jesus, da Faculdade de Medicina da USP, lideraram o grupo de pesquisadores que levaram apenas 48 horas para o sequenciamento.

O orgulho veio em dobro, pois, além de brasileiras, são mulheres.

E para que serve sequenciar o genoma desse vírus?

Com essa sequência, conseguimos entender o percurso da transmissão e o tempo em que o vírus já se encontra em uma região ou país. Com essa resposta em mãos, é possível adotar medidas adequadas para conter sua disseminação. Sequenciamentos passados, como o do zika, foram essenciais na definição de estratégias de combate. É um passo enorme para a medicina e a ciência.

‘Ciência’ é substantivo feminino

Que tal conhecer mais algumas mulheres que fizeram toda a diferença para a ciência? Confira:

  • Elizabeth Blackwell: primeira mulher a ingressar em uma faculdade de medicina, entrando para a história como a primeira médica do mundo;
  • Rita Lobato Velho Lopes: primeira médica brasileira, em 1887;
  • Florence Sabin: estudou sistemas linfático e imunológico do corpo humano, tornando-se a primeira mulher a ganhar uma cadeira na Academia Nacional de Ciência dos EUA. Florence ficou conhecida como “a primeira-dama da ciência americana”;
  • Hildegard de Bingen: escreveu livros sobre botânica e medicina, e seus feitos medicinais eram tidos como milagres;
  • Gerty Cori:  primeira mulher a receber o prêmio Nobel de medicina, em 1947, por seus estudos sobre diabetes;
  • Gertrude Bell Elion: criou remédios que matavam ou inibiam a produção de patógenos (sem danos às células contaminadas) suavizando sintomas da herpes, aids e leucemia, por exemplo. além disso, descobriu importantes princípios da quimioterapia. Em 1988, ganhou o prêmio Nobel de medicina;
  • Virginia Apgar: já ouviu falar da Escala de Apgar? É aquele exame que avalia recém-nascidos em seus primeiros momentos de vida, diminuindo as taxas de mortalidade infantil. Pois bem, Virginia o criou;
  • Yvette Cauchois: física francesa que contribuiu com a espectroscopia de raios x e óptica de raios x.

Em muitos aspectos, se vivemos com conforto, saúde e qualidade de vida, devemos descobertas e achados a estas e tantas outras mulheres!

Meu desejo neste mês da mulher é que possamos continuar tendo espaço para nos desenvolvermos profissionalmente na medicina, conquistando cada vez mais benefícios para a população mundial, assim como estas mulheres, que fizeram história e tornam nossas vidas melhores todos os dias.

Dra. Gisele Tolaini Gomes Pereira (CRM 135.783), ginecologista e mastologista do Centro Alliance de Medicina

 

 

 

 

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