Hipertensão arterial resistente: a pressão alta difícil de controlar

Hipertensão arterial resistente: a pressão alta difícil de controlar

 

Uma das condições que trato em consultório é a hipertensão arterial resistente (HAR): é aquela “pressão alta” que, mesmo em tratamento, quando o paciente faz uso de três ou mais medicamentos e segue à risca os seus usos, ainda tem dificuldade de controlá-la e mantê-la nos níveis recomendados. Ela fica sempre acima dos 140 x 90 mmHg.

Esse descontrole pode elevar os riscos de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, entre outras doenças cardiovasculares. Uma pessoa com hipertensão arterial resistente pode ter até 47% mais chances de desenvolver essas doenças do que o paciente com pressão alta controlada. É preciso fazer um acompanhamento mais rígido com o cardiologista para identificar a real causa da condição e fazer o tratamento adequado da doença.

A HAR pode estar relacionada a hábitos de vida ou questões preexistentes:

  • Elevada ingestão de álcool;
  • Sedentarismo;
  • Insuficiência de medicação;
  • Fatores hereditários;
  • Alterações vasculares;
  • Alteração da pressão arterial quando ela é medida nas consultas médicas – o que pode levar a um falso diagnóstico;
  • Doenças como apneia do sono, insuficiência renal crônica, obesidade, diabetes melito, nefropatia, hipertrofia ventricular esquerda e tumor na glândula suprarrenal.

Ainda, sabemos que a doença é mais comum em idosos e afrodescendentes.

O tratamento da HAR é indicado após a avaliação médica, em que encontramos a causa, e depois que descartamos a possibilidade da hipertensão ocorrer apenas durante as consultas. Mesmo com o uso correto da medicação, é importante manter uma alimentação balanceada, ter hábitos saudáveis e praticar atividades físicas regularmente.

 

O autocuidado em casa

A hipertensão resistente precisa ser monitorada minuciosamente para o tratamento ter eficácia. Geralmente, para isso, usamos a MAPA, que é a monitorização ambulatorial da pressão arterial, ou a MRPA, a monitorização residencial.

Caso a HAR permaneça mesmo durante o tratamento, em que o paciente segue todas as orientações e faz o uso correto das medicações, é necessário procurar o cardiologista para investigar o caso.

Se você sofre com a HAR, tem alguém na família com essa condição ou tem dúvidas sobre a doença, estou disponível para atendê-lo no Centro Alliance – venha conversar comigo!

 

Dr. Bruno Palmieri (CRM 125471), cardiologista do Centro Alliance de Medicina

Sem comentários

Postar um comentário

WhatsApp chat