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Fotoproteção: obtenha o melhor do sol para uma pele saudável

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Fotoproteção: tanto se fala nela, mas o que é exatamente? É esconder-se do sol e pronto? Existe uma forma correta? Tem que ser todos os dias?

Primeiramente, vamos considerar a pele. Ela é o maior órgão do corpo humano e sua principal função é fazer a conexão entre o organismo e o ambiente externo; portanto, ela sofre diretamente com os efeitos ambientais. As consequências de uma interação não saudável podem ser bastante preocupantes, como no caso do desenvolvimento de câncer de pele e outras doenças relacionadas à exposição solar e a outras substâncias tóxicas ambientais.

Portanto, quando falamos sobre fotoproteção, estamos falando sobre proteger a pele de uma maneira ampla, de todos os malefícios que podem vir com a exposição solar pequena diária e com os excessos que ocorrem eventualmente.

É claro que sabemos que a exposição solar é importante para o bom funcionamento do organismo, tanto pelo estimulo à produção de vitamina D, quanto pelo benefício indiscutível ao bem-estar mental que ela nos proporciona. Entretanto, o abuso da exposição certamente traz mais prejuízos do que benefícios, de forma que o equilíbrio entre fotoproteção e exposição deve ser sempre buscado – com a ajuda do seu dermatologista -, levando em consideração doenças existentes e seu histórico pessoal e familiar de doenças de pele. Dessa forma, medidas de proteção solar devem ser utilizadas diariamente, incentivadas desde a infância, para que possamos absorver apenas o que a radiação solar tem de bom!

Assim, podemos dizer que a fotoproteção é um conjunto amplo de medidas direcionadas a reduzir o dano solar à pele. O uso de fotoprotetores tópicos é o primordial deles, e deve ser realizado diariamente em todas as áreas expostas. Mas existem outras medidas que complementam a ação do fotoprotetor, para garantir que a radiação ultravioleta cause o menor dano possível às células da nossa pele.

Exemplos dessas medidas são: fotoprotetores orais, proteção através de coberturas e vidros e do uso de roupas e acessórios, e informações acerca da quantidade de radiação UV nos dias de maior exposição, entre outros.

Separamos algumas medidas e orientações de proteção solar, principalmente focadas para as crianças:

  • Exponha-se ao sol somente nos horários do “sol amigo”: antes das 10h e após as 16h;
  • Lembre-se sobre “a regra da sombra”: quanto maior a sombra, mais seguro é o horário de exposição. Perceba que, ao meio-dia, quase não se formam sombras, pois o sol está em seu mais alto nível;
  • Utilize roupas, bonés e óculos que preferencialmente possuam proteção UV;
  • Lembre-se de que roupas escuras aumentam a proteção de três a cinco vezes do tecido, bem como tecidos de trama mais apertada e de fios sintéticos;
  • Utilize filtros solares com fator de proteção solar (FPS) adequado diariamente (e reaplique durante o dia);
  • Proteja-se também em dias nublados;
  • Proteja-se mesmo que a pele já esteja bronzeada.

Essas são apenas algumas medidas de proteção, pois também é preciso levar em consideração a incidência da radiação de acordo com a superfície onde se está: areia, grama, água, neve; o local, sua latitude e longitude também influenciam.

 

fotoproteçãoO enigma do filtro solar

Quando falamos sobre filtro solar, muitas dúvidas surgem no consultório.

Uma delas é: acima do FPS 30, todos os filtros solares são iguais? A resposta para essa pergunta é sim e não.

Como assim? Explicamos: a partir do FPS 30, existe um pequeno acréscimo percentual da taxa efetiva de proteção à pele, ou seja, o aumento da proteção contra os raios solares não é diretamente proporcional ao aumento do FPS. Então por que existe protetor com FPSs maiores? Sabemos que a quantidade de produto aplicado pelos pacientes nem sempre é a recomendada – na média é 50-65% menor do que a quantidade indicada pelos fabricantes. Dessa forma, um aumento no FPS poderia supostamente cobrir parcialmente essa falha na aplicação.

E a partir de qual idade devemos iniciar o uso de fotoprotetores?

Essa é outra questão que ouvimos bastante. Antes dos seis meses de idade, o recomendado é evitar a exposição solar direta, principalmente nos horários de alta incidência de UVB (10-16h). Entre os seis meses e dois anos, recomenda-se o uso de fotoprotetores físicos (inorgânicos); e, a partir dos dois anos, o uso de fotoprotetores convencionais. Para gestantes, recomenda-se também o uso de fotoprotetores físicos.

Lembre-se de que evitar a exposição solar e queimaduras é fundamental para que problemas maiores não ocorram no futuro – por exemplo, cânceres de pele, inclusive o melanoma. Os pais sempre devem reforçar as medidas de proteção e incentivar o uso de filtros solares!

Em casos de suspeita de algum problema de pele, o dermatologista ou o pediatra deve ser consultado. Cuide do maior órgão de seu corpo – e ensine as crianças de sua família a cuidar também!

Dra. Anaísa Raddo (CRM 162.773), dermatologista do Centro Alliance de Medicina

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