30 jul Como as lâmpadas LED afetam a minha pele?
Manchas, envelhecimento precoce, câncer de pele? Muitos pacientes me perguntam como as lâmpadas LED afetam a pele com a exposição diária.
Primeiro, precisamos entender que, em longo prazo, todas as lâmpadas (incandescentes ou fluorescentes) podem causar algum tipo de efeito na pele. Aqui, entenderemos quais são esses efeitos e como podemos evitá-los.
A radiação solar é composta por um amplo espectro de ondas, que variam desde a luz infravermelha até a luz ultravioleta, compreendendo todo o espectro de luz visível. As radiações ultravioletas tipo A e B (UVA e UVB) são as mais perigosas para a pele.

Quanto às lâmpadas, o principal componente que leva ao aparecimento de problemas na pele é a luz visível. E ela está muito presente em nossas vidas diariamente: pode ser em casa, no trabalho, ambientes fechados, vinda da tela da TV, do computador, tablet e celular.
A luz visível, após determinado nível de exposição, pode causar a formação de radicais livres, que alteram as células de pigmentação e degradam colágeno; causam melasma, melanoses solares e outras manchas, além de contribuir, em menor escala, para o envelhecimento precoce.
Apesar de existir o risco teórico, não há estudos comprovando relação entre os efeitos das luzes artificiais e o câncer de pele. Ainda assim, a proteção diária é necessária quando buscamos uma pele mais saudável e bonita. O importante é pensar que, apesar de os efeitos diários parecerem pequenos, quando somados ao longo de muitos anos, resultam em alterações enormes para a pele.

Há filtros específicos para a radiação das lâmpadas
Apesar dos efeitos nocivos da radiação das lâmpadas não serem tão maléficos quanto os da radiação solar, proteger-se é a melhor saída para evitar lesões de pele induzidas pela radiação.
O filtro solar ainda é a melhor opção, mas é preciso atenção: a maioria deles protege somente contra os raios ultravioleta (UVA e UVB). Apenas os filtros físicos, que refletem a energia da luz, com FPS acima de 30, são efetivos nesses casos. Estes costumam ser mais espessos e contém óxido de zinco ou dióxido de titânio em sua formulação.
Se você trabalha em ambiente fechado – home office também conta! -, o ideal é passar o filtro, no mínimo, duas vezes ao dia em todas as áreas expostas. Agora, se o trabalho é na rua, o cuidado é redobrado: reaplicar a cada duas ou três horas o filtro solar.
Como escolher seu filtro? Bem, as embalagens podem indicar o tipo de produto e sua composição, mas lembre-se de que a avaliação de um dermatologista é essencial para uma escolha perfeita. Se você tem alguma doença escondida de pele, ou tendência a envelhecimento precoce, o médico poderá cruzar as informações e identificar o melhor produto para seu consumo.
Ainda que pareça algo banal, a boa escolha do filtro se refletirá na saúde de sua pele por anos! Então, por que arriscar?

Dra. Anaísa Raddo (CRM 162773),
dermatologista do Centro Alliance de Medicina
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