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Artrose não tem cura: depende de prevenção e acompanhamento

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Quem acompanha o mundo dos esportes, frequentemente ouve sobre doenças que podem afligir muitos atletas. Entre elas, temos a artrose (ou osteoartrose) que, no ano passado, atingiu o tenista escocês Andy Murray e, há pouco mais de dez anos, o também tenista brasileiro Gustavo Kuerten.

Mas, afinal, como a artrose se desenvolve em nosso organismo?

Cartilagem desgastada não se regenera

A cartilagem articular é um tecido conjuntivo que se encontra nas extremidades dos ossos que articulam entre si. A cartilagem, basicamente, funciona como um amortecedor e serve para distribuir melhor e absorver as cargas aplicadas sobre determinada articulação (é como um revestimento das articulações do corpo). Para isso, ela tem uma “ajuda” do líquido sinovial, que a auxilia na lubrificação articular, nutrindo-a e evitando o atrito e o desgaste entre as extremidades durante o movimento.

Entretanto, a cartilagem também pode se desgastar e esse desgaste pode gerar dor, inchaço e até limitação funcional, podendo acometer praticamente todas as juntas do corpo. Contudo, as articulações comumente mais atingidas são as das mãos, coluna, joelhos e quadris.

Esta foi a região na qual os dois jogadores de tênis citados tiveram prejuízo. A cartilagem tem um potencial de cicatrização muito limitado, por isso a possibilidade de reparação ou regeneração é praticamente nula. Isso acontece porque a cartilagem não tem vasos sanguíneos, ou seja, não recebe nutrientes por meio deles, somente por embebição do líquido sinovial (é como se ela fosse uma esponja, absorvendo esses nutrientes).

Remédios podem ajudar a retardar progressão da doença

Existem três causas para a artrose:

  1. Natural: que é parte do processo de envelhecimento do corpo humano e que acomete todo o organismo;
  2. Fatores genéticos: pessoas que apresentam artrose precocemente, assim como seus pais ou avós;
  3. Traumática: como acontece com esportistas, causado pelo trauma repetido nas articulações, principalmente em alto nível competitivo.

Como não é possível regenerar o tecido cartilaginoso, pode-se buscar por um alívio dos sintomas com analgésicos, anti-inflamatórios ou infiltrações para diminuição dos sintomas, abrandar a dor e melhorar a função articular, mas não curá-la.

artroseEm casos específicos a cirurgia pode auxiliar na melhora dos sintomas e diminuição da progressão, mas também não curam a doença. Nos casos avançados, a única opção é a artoplastia, cirurgia para “troca” da articulação por uma prótese.

É importante evitar o excesso de peso, que sobrecarrega as articulações, fortalecer globalmente a musculatura e fazer fisioterapia quando indicado pelo especialista. Mas o ideal é o acompanhamento médico para a prática de esportes e exames preventivos de rotina, principalmente a partir dos 40 anos.

Em todos os casos, o médico deve ser consultado e, por meio de exames, ele decidirá o melhor tratamento e possíveis ações para melhorar o quadro do paciente.

Não espere ficar tarde demais; mantenha esse acompanhamento para possibilitar a identificação de uma possível artrose o quanto antes, e evitar que ela progrida e cause dor e dificuldades de movimentação. Envelheça com saúde!

Dr. Luiz Felipe Ambra, ortopedista e traumatologista – especialista em cirurgia do joelho, CRM 133852

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