Novembro Azul: mitos e verdades sobre o câncer de próstata

Novembro Azul: mitos e verdades sobre o câncer de próstata

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O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens (atrás do câncer de pele não melanoma), e a campanha Novembro Azul reforça a importância dos cuidados com a saúde masculina. Até 2022, a estimativa é de que mais 66 mil novos casos deverão ser diagnosticados no Brasil, de acordo com o Instituo Nacional do Câncer (Inca).

A campanha criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida é uma maneira de quebrar o tabu e preconceito de muitos homens que deixam de realizar o exame de toque retal – um dos meios de se detectar a doença. O objetivo é ampliar o debate sobre a doença, que antes era centralizado apenas neste dia 17 de novembro, Dia Mundial de Combate do Câncer de Próstata, para todo o mês.

Mesmo com a divulgação da campanha, muitos homens ainda têm dúvidas sobre o câncer de próstata, e trago aqui algumas delas para responder a você.

 

O câncer de próstata é uma doença só de idosos?
Não! A doença é rara em homens com menos de 40 anos, mas cerca de 40% dos diagnósticos são em pessoas com menos de 50 anos.

 

Ter histórico da doença na família aumenta o meu risco?
Sim, a hereditariedade é um dos fatores de risco para o câncer de próstata, principalmente quando o diagnóstico foi em um parente de primeiro grau (pai, irmão ou tio). A quem tem o histórico familiar, recomendamos fazer os exames preventivos a partir dos 45 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia.

 

O câncer de próstata apresenta sintomas?
Geralmente não! Não fique esperando os sintomas para procurar o médico. É durante os exames de prevenção – exame de sangue PSA e toque retal – que detectamos boa parte dos casos. Quando a doença é diagnosticada ainda no estágio inicial, há 90% de chance de cura, e essa fase não apresenta sintomas. Em casos mais avançados da doença, o paciente pode notar sintomas como jato urinário mais fraco e episódios de hematúria (sangramento na urina), entre outros sintomas.

 

PSA aumentado é sinal de que tenho câncer de próstata? E PSA baixo é sinal de que não tenho a doença?
Nem sempre quando o PSA apresenta alguma alteração é sinal de câncer; pode ser que o paciente tenha uma hiperplasia benigna da próstata, prostatite, que é uma inflamação, ou um trauma. Já o nível PSA baixo também não é resultado negativo para a doença. Cerca de 15% dos homens diagnosticados com câncer de próstata apresentam com níveis normais. Por isso, para ambos os casos, é importante realizar o exame de toque retal.

 

Homens negros têm mais chances de desenvolver a doença?
Sim, alguns estudos apontam que eles têm 60% mais chances de desenvolver o câncer de próstata e a taxa de mortalidade é três vezes mais alta também.

 

Nem todo tumor na próstata precisa de tratamento?
Depende! Alguns estudos realizados com casos iniciais da doença apontam que o paciente pode escolher por fazer uma ‘observação ativa’, o que não deixa de ser um tratamento. Porém, isso precisa ser avaliado com muita cautela pelo médico. Os casos são individuais e a prioridade é salvar a vida do paciente.

 

Após a cirurgia da próstata vou ficar impotente ou ter incontinência urinária?
Não, os tratamentos evoluem cada vez mais a fim de não causar esses efeitos ao homem.

 

Os homens precisam manter os cuidados com a saúde em dia, e essa atenção não se reduz apenas à próstata. As consultas de rotina ajudam a detectar precocemente as doenças e a garantir melhor qualidade de vida. Além disso, alimentação saudável e atividades físicas regulares são aliadas da prevenção e das boas condições de saúde!
Sou urologista no Centro Alliance e fico à disposição para falarmos mais sobre o assunto!

 

Dr. Umberto Fauze Amsei Filho (CRM 150.537), Urologista Geral e Pediátrico do Centro Alliance de Medicina

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