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Patinete elétrica: a praticidade exige proteção

Ela chegou para facilitar a nossa vida: a patinete elétrica é uma maneira fácil de se locomover em distâncias mais curtas na cidade, uma forma de evitar o trânsito e aproveitar um pouco mais a vida urbana tão corrida. E o sucesso não é só aqui: fora do país ela também é uma febre e mudou a rotina de muita gente.

Entretanto, para muitos, é novidade e pode gerar acidentes. A patinete chega a 25 quilômetros por hora, diferente daquela versão infantil em que precisávamos dar um “empurrãozinho” para conseguir nos deslocar. Como a grande maioria das pessoas anda durante o intervalo do trabalho, o uso é feito sem o equipamento de segurança adequado e uma queda ou freada brusca na velocidade máxima da patinete pode gerar um grave acidente.

Um estudo norte-americano do começo deste ano teve como objetivo analisar o padrão dos acidentes com este meio de transporte durante um ano. O resultado mostrou que, no mínimo, 249 pessoas foram até a emergência de hospitais na Carolina do Sul (EUA) com algum dos ferimentos, como contusões, fraturas e traumas na cabeça. Além das pessoas que andavam de patinete, pedestres também apresentaram ferimentos: 21 pessoas foram atingidas. Destes pacientes, 40% sofreram ferimentos na cabeça e apenas 4,4% usavam capacete.

patinete elétricaOutro estudo realizado em 2018, também norte-americano, divulgado pelos Departamentos de Saúde Pública e de Transporte do Texas, gerou um relatório mostrando que 271 pessoas se lesionaram no país devido ao uso do meio de transporte durante os três meses em que a pesquisa foi realizada – ou seja, a cada 100 mil viagens, 20 pessoas acabaram se ferindo.

Ainda nesta semana, em São Paulo, foi divulgado um vídeo mostrando um acidente na Avenida Brasil, Zona Oeste da cidade, envolvendo um homem de 46 anos. Registrado por uma câmera de segurança, ele mostra o momento exato em que o indivíduo é atropelado por um carro (o motorista fugiu sem prestar socorro).  Cada vez mais em pauta, já existem discussões sobre a regulamentação das patinetes para que o número de acidentes crescente possa ser evitado.

 

Lesões: procure um médico

É recomendável que, independentemente da gravidade da lesão, o usuário procure uma emergência médica. Às vezes, o que parece ser uma lesão leve pode ser algo mais grave e depende  de exames para verificação. Uma contusão na cabeça, por exemplo, pode precisar de observação médica durante um período após o acidente ou precisar de uma tomografia computadorizada para entender melhor o quadro.

 

Proteja-se

Como o uso do meio de transporte só aumenta, presume-se que o número de acidentes também cresça. Por isso, a melhor maneira de preveni-los seria através do uso equipamentos adequados. Portanto, como as empresas responsáveis pelas patinetes ainda não os disponibilizam, seria conveniente que os próprios usuários tivessem essa proteção. Capacetes, cotoveleiras e joelheiras já ajudam a minimizar os problemas causados pelas quedas e acidentes.

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