A representação das mamas para as mulheres tem significado muito mais amplo do que a sua função fisiológica ou anatômica. Ela simboliza a feminilidade, sensualidade e maternidade. O tratamento cirúrgico das mamas é sempre um momento de grande apreensão e pode causar danos irreparáveis na autoimagem e autoestima da mulher.
O tratamento do câncer de mama evoluiu muito nas ultimas décadas, com redução de mortalidade e cirurgias menos mutiladoras. Assim, a cirurgia da mama visa a cura do câncer e, sempre que possível, procura poupar ao máximo o tecido mamário, com menor número de cicatrizes e reconstruir a mama, tornando a experiência deste momento menos traumática.
Para a reconstrução mamária são utilizados diversos procedimentos com técnicas de cirurgia plástica, a fim de tornar a mama operada natural e simétrica em relação à que está saudável, com cicatrizes aceitáveis.
A reconstrução mamária pode ser feita no mesmo ato da cirurgia oncológica ou tardiamente, meses após o tratamento cirúrgico inicial.
O ganho deste tipo de procedimento está na autoestima e qualidade de vida das pacientes, que está presente em qualquer momento da cirurgia.
Existem inúmeras técnicas para realizar a cirurgia reconstrutora das mamas. Para a melhor escolha de cada uma delas, o cirurgião deve levar em consideração:
- Desejo da paciente;
- Relação entre o tumor e o tamanho das mamas;
- O tamanho do tumor e seu estágio de evolução;
- Presença de possível área doadora de tecidos;
- Quantidade de pele a ser retirada;
- Qualidade do tecido que restará;
- Necessidade de radioterapia futura.
As técnicas mais comuns são a utilização de retalhos locais de mama para reconstrução e, se necessário, simetrização da mama oposta; retalhos músculo cutâneos, colocação de expansores teciduais ou implantes locais; preenchimento com tecido celular subcutâneo em defeitos; e reconstrução de complexo aréola mamilar.
Na grande maioria das vezes, são necessários diversos procedimentos em múltiplas etapas para obter o resultado estético esperado.
Vale lembrar que a evolução da doença, prognóstico oncológico, não sofre interferência da reconstrução mamária, tornando-a segura.