Obesidade

No Brasil e no mundo a prevalência de obesidade e suas complicações vêm aumentando não só na população adulta, mas também em crianças e adolescentes.

O número de crianças acima do peso saltou de 15% para 35% de 1989 para 2009, mais da metade das crianças com sobrepeso e obesidade, tornam-se adolescentes e adultos obesos, aumentando os riscos de complicações nessa população, causando:

  • Anormalidades endócrinas;
  • Cardiovasculares;
  • Gastrointestinais;
  • Pulmonares;
  • Ortopédicas;
  • Neurológicas;
  • Dermatológicas;
  • Psicossociais.

 

Por isso é fundamental que se identifiquem as crianças acima do peso e se inicie alguma intervenção o quanto antes, a fim de evitar qualquer tipo de complicação futura.

O diagnóstico é clínico, baseado nos dados de peso , altura e IMC da criança e do adolescente, que deverão ser colocados em um gráfico para avaliação e interpretação do médico pediatra ou endócrino pediatra.

A maioria dos casos é de etiologia multifatorial e causada por um desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético diário. No entanto devemos excluir os distúrbios endócrinos como hipotireoidismo e a síndrome de Cushing, e as síndromes genéticas como a Síndrome de Prader Willi.

Os principais fatores de risco associados a obesidade são peso ao nascer, ganho de peso materno durante a gestação, obesidade dos pais, introdução de alimentos complementares inadequados e industrializados, como fast food, distração durante as refeições (televisão e outros aparelhos eletrônicos), diminuição de atividade física e de tempo de sono adequado.

O tratamento e seguimento deve abranger uma equipe multiprofissional composta por médico pediatra e endocrinologista, nutricionista, psicólogo, educador físico, etc. A família e a escola também devem trabalhar em conjunto com a equipe, garantindo assim, uma melhor adesão ao tratamento.

É realizado a longo prazo, com visitas regulares ao médico, incluindo, principalmente, abordagem dietética, estímulo a atividade física, modificação comportamental e muito envolvimento familiar. Em alguns casos o pediatra ou endocrinologista pode indicar o uso de medicamentos.

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