Pólipos Uterinos

Os pólipos uterinos ocorrem devido o crescimento excessivo de células da camada interna do útero, formando projeções dentro da cavidade uterina ou endocervicais, no colo do útero. Pode ser único ou múltiplos e de tamanhos variáveis.

É uma doença que afeta cerca de 25% das mulheres, principalmente na pós menopausa. Ocorre mais em pacientes com excesso de peso, hipertensas e que usam tamoxifeno. É benigna em 95% dos casos, a malignidade pode ocorrer em até 4,8% dos casos, estando associada a fatores como idade da paciente, status pós-menopausa, tamanho do pólipo e, principalmente, presença de sangramento uterino.

Em geral é assintomático e é identificado em exames de rotina como o ultrassom transvaginal, mas pode levar a irregularidade menstrual, sangramentos anormais, cólica e infertilidade.

Se o pólipo for menor que 10mm e assintomático, é recomendado um acompanhamento com exames de ultrassom, exceto nas pacientes que tem desejo reprodutivo, nesse caso e em casos de pacientes sintomáticas, a polipectomia deve ser realizada para resolução dos sintomas e, principalmente em pacientes pós-menopausa, para estudo histológico da lesão.

A polipectomia é realizada por meio da histeroscopia, um procedimento pouco invasivo, realizado via vaginal, pode ser realizada em ambiente ambulatorial, em casos em que o pólipo apresentar tamanho pequeno. A biópsia também é indicada nessas situações.
No caso de lesões maiores, o procedimento cirúrgico é recomendado, realizado em ambiente hospitalar, com uso de anestesia.

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