Doenças Sexualmente Transmissíveis

Doenças Sexualmente Transmissíveis são infecções transmitidas por meio de relação sexual, causadas por bactérias, vírus ou parasitas.

O HPV é a DST mais recorrente. Se caracteriza pelo aparecimento de verrugas pelo corpo, dependendo do tipo de vírus, que por sua vez ataca as células do epitélio da pele e da mucosa. Existem mais de 150 subtipos do vírus. E eles são divididos em dois grupos: de alto risco e de baixo risco.

Estima-se que mais da metade da população sexualmente ativa já teve contato com o HPV. Na maioria dos casos, a presença dele não traz nenhum sintoma e pode ser eliminado pela imunidade após meses ou anos.

Nos casos em que há um comprometimento, os vírus de baixo risco (mais comuns os subtipos 6 e 11) são responsáveis pelo aparecimento de verrugas genitais e os vírus de alto risco (mais comuns os subtipos 16 e 18) podem causar o câncer de colo uterino.

Por isso a importância da avaliação ginecológica e do exame de papanicolau, que tem como objetivo detectar possíveis lesões precursoras antes que evolua para um tumor.

O tratamento visa a destruição das lesões causadas pelo HPV através da cauterização química (com ácidos) ou elétrica, com o uso de imunomoduladores ou cirurgia.

 

No caso do Herpes Genital é conhecido como a principal causa de úlcera genital no mundo. Se caracteriza pela capacidade de latência, permanecendo incubado em determinadas células sem causar sintomas. A ativação dessa doença é feita, geralmente, por fatores internos como estresse, período menstrual, relação sexual, queda da imunidade ou uso de laser. Por isso é uma doença que se caracteriza pela recorrência.

Tem como quadro clínico o aparecimento de vesículas dolorosas e agrupadas que se rompem formando lesões ulceradas. Podem ser acompanhadas de aumento da sensibilidade local, ardência, coceira e aumento de gânglios da região inguinal.

O tratamento consiste em controle dos sintomas através do uso de analgésicos, limpeza das lesões e  terapia supressiva com antivirais, reduzindo a frequência das recidivas e amenizando a gravidade das lesões.

É muito importante a avaliação do ginecologista pois existem outras doenças sexualmente transmissíveis menos comuns que podem também provocar úlceras genitais e necessitam de tratamentos específicos.

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